terça-feira, 27 de março de 2012

Ano de 2012: Reino Unido - 3° parte #14

Casa de Hanôver
Jorge I

Jorge I da Grã-Bretanha (28 de Maio de 1660 – 11 de Junho de 1727) foi Príncipe de Hanôver desde 23 de janeiro de 1698 até sua morte, e rei da Grã-Bretanha e da Irlanda desde 1 de agosto de 1714 até sua morte. Ele era também o Erzbannerträger (logo Arquitesoureiro) e Príncipe-Eleitor do Sacro Império Romano Germânico. Jorge I, o primeiro monarca da casa de Hanôver da Grã-Bretanha e Irlanda, não falava inglês de maneira fluente; em seu lugar, falou sempre seu alemão nativo, e por isto se pôs ao ridículo ante seus súditos britânicos. Durante seu reinado, o poder da monarquia diminuiu; desenvolveu-se o moderno sistema de governo por Gabinete. Durante os últimos anos de seu reinado, o poder de fato esteve nas mãos de seu Primeiro Ministro, Sir Robert Walpole.
Em 1714 sucedeu à rainha Ana I da Grã-Bretanha, morta sem descendentes. Seus direitos à coroa baseavam-se no fato de ser, por sua mãe Sofia de Hanôver, bisneto de Jaime VI Stuart (1566-1625) Rei da Escócia de 1567 a 1625, que se tornou Jaime I de Inglaterra e Irlanda em 1603.
Índice
1 Infância
2 Matrimônio
3 Reinado
Infância
Jorge I (em inglês: George I e em alemão: Georg Ludwig von Hannover) nasceu na localidade de Leineschloss, em Osnabrück, em 28 de maio de 1660, sendo o primogênito dos 7 filhos do príncipe alemão Ernesto Augusto de Brünswick-Luneburgo, e de Sofia de Wittelsbach, princesa do Palatinado. O duque Jorge de Brünswick-Luneburgo, como então era conhecido, era o herdeiro do território alemão de seu pai.
Matrimônio
Em 21 de novembro de 1682, na localidade de Celle, Jorge casou-se com sua prima, Sofia Dorotéia de Brünswick-Luneburgo, que era a única filha do irmão mais velho de seu pai. Deste matrimônio nasceram 2 filhos: 
  1 Nome: Jorge II.
Nascimento: 30 de outubro de 1683.
Morte: 25 de outubro de 1760.
Casamento: Casado em 1705 com Carolina de Ansbach, teve descendência.
  2 Nome: Sofia Doroteia de Hanôver.
Nascimento: 16 de março de 1687.
Morte: 28 de junho de 1757.
Casamento: Casada em 1706 com Frederico Guilherme I, teve descendência.
Mas o matrimônio foi infeliz e um total fracasso; Jorge preferiu a companhia de sua amante, Ermengarda Melusina de Schulenburg, a quem mais tarde nomeou duquesa de Munster e de Kendal na Grã-Bretanha.
Sofia, enquanto isso, tinha seu próprio interesse romântico no jovem conde sueco Felipe Christoph de Königsmarck. Ameaçada com o escândalo de uma fuga da princesa, a corte de Hanôver ordenou aos amantes desistir de seus planos, e Jorge apareceu como o autor intelectual de um plano para assassinar Königsmarck. O conde foi assassinado em julho de 1694, e seu corpo foi jogado em rio. O assassinato parece ter sido cometido por quatro cortesãos de Jorge, um dos quais afirmou que, para cometer o crime, lhe pagaram a enorme soma de 150.000 talentos de prata, que naquele tempo era 100 vezes o salário anual do ministro mais bem pago de qualquer corte.
O matrimônio de Jorge e Sofia foi desfeito em 1694, com a acusação de que Sofia havia "abandonado" a seu marido. Com o consentimento de seu próprio pai, Sofia foi presa por ordem de Jorge no Castelo de Ahlden em sua natal Celle, outorgando-lhe o título de princesa de Ahlden. Não lhe foi permitido ter contato com seus filhos e com seu pai, e foi lhe proibido casar-se novamente. Entretanto ela recebeu uma renda, e criados, e permissão para andar em sua carruagem fora do castelo, sempre sob supervisão. Sofia morreria em Ahlden em 1726, depois de 32 anos de reclusão.
Reinado
Em 23 de janeiro de 1698, Ernesto Augusto morreu, deixando como único herdeiro todos seus territórios a Jorge, a exceção do Principado-Bispado de Osnabrück. (o Príncipe-bispo não era um título hereditário; em seu lugar, alternaram-se no título protestantes e católicos). Jorge então converteu-se no Duque de Brunswick-Lüneburg (também conhecido como Hanôver, depois capital de seus estados), e logo obteve o título de Archbannerbearer e, finalmente, obteve o título de Príncipe-Eleitor do Sacro Império Romano-Germânico.
Pouco depois de Jorge possuir os estados de seu pai, o Parlamento da Inglaterra aprova o Ato de Estabelecimento (1701), que converte a mãe de Jorge, Sofia, em herdeira do trono britânico e se o monarca reinante, Guilherme III e sua cunhada, a futura rainha Ana I, morrerem sem descendência. A sucessão foi estipulada desta maneira porque Sofia era a parente protestante mais próxima da família real britânica; numerosos católicos com parentescos hereditários superiores foram deixados de lado. Na Inglaterra, os Tories se opuseram a permitir que um estrangeiro subisse ao trono, enquanto que os Whigs eram favoráveis a um sucessor protestante sem importar com a nacionalidade. Jorge, segundo se diz, mostrou-se relutante em aceitar o plano inglês, mas seus conselheiros de Hanôver lhe sugeriram que aceitasse, de modo que suas possessões alemãs chegariam a ser mais seguras.
Entretanto, a Guerra de Sucessão Espanhola começou. Nesta luta discutia-se o direito de Felipe, neto do rei francês Luis XIV, em acender ao trono espanhol de acordo com o testamento do rei espanhol Carlos II. O Sacro Império Romano Germânico, as Províncias Unidas da Holanda, Inglaterra, Hanôver e muitos outros estados alemães se opuseram ao direito de Felipe de suceder ao rei espanhol, porque temiam que a França chegaria a ser muito poderosa, se também controlasse a Espanha.
O Parlamento inglês tinha designado Sofia como herdeira sem consultar aos estados da Escócia (o Parlamento Escocês). Em 1703, os estados aprovaram uma lei que declarava que elegeriam a um sucessor da rainha Ana entre os descendentes protestantes dos últimos monarcas escoceses -os Stuarts-. Este sucessor não seria o mesmo indivíduo que sucederia ao trono inglês, a menos que numerosas concessões políticas e econômicas fossem feitas pela Inglaterra. Em 1704, Ana deu seu consentimento à lei, que se converteu no Ato de Seguridade. O Parlamento Inglês aprovou várias medidas para que o comércio Anglo-Escocês fosse restringido e desta maneira abalar a economia escocesa. Em 1707, o Ato de União foi aprovado; uniu a Inglaterra e Escócia em uma só entidade política, o reino da Grã-Bretanha. A linha de sucessão estabelecida pelo Ato de Estabelecimento foi conservada. A casa de Hanôver não era inteiramente aceita por muitos escoceses, como se veria mais adiante pelas rebeliões durante o reinado de Jorge I.
A Guerra de Sucessão Espanhola continuaria até 1713, quando terminou de maneira indecisa com a ratificação do Tratado de Utrecht. Felipe pode conservar o trono espanhol, mas teve que renunciar à sucessão do trono francês.
A mãe de Jorge, Sofia, morreu em 8 de junho de 1714 somente algumas semanas antes da Rainha Ana I da Grã-Bretanha (1 de agosto de 1714). Conforme o Ato de União de 1707, Jorge converteu-se em rei da Grã-Bretanha. Ele não chegou à Grã-Bretanha até 18 de setembro; durante sua ausência, o Lord Chefe da Justiça do Reino actuava como regente. Foi coroado na Abadia de Westminster em 20 de outubro.
Desde sua ascensão, a prática referente as dignidades dos príncipes foi mudada. Antes da casa de Hanôver, as únicas dignidades na casa real eram a de Príncipe de Gales (concedido ao herdeiro do trono) e a de Princesa Real (concedido à filha mais velha do soberano). Os outros membros da família real somente eram conhecidos com o tratamento de "Lord" e "Lady". Jorge I, entretanto, impôs a prática alemã, onde a dignidade principesca era mais comum. Pelo tanto, os filhos e netos dos soberanos na linha masculina converteram-se em príncipes e princesas com o tratamento de "Alteza Real", e os bisnetos de reis na linha masculina lhes nomeou príncipes e princesas com o tratamento de "Alteza".
                                                    Brasão de Armas da Casa de Hanôver.
Governo
Reinado: 1 de agosot de 1714 - 11 de junho de 1727.
Consorte: Sofia Dorotéia de Brünswick-Luneburgo.
Antecessor: Ana I.
Herdeiro: Jorge II.
Sucessor: Jorge II.
Casa Real: Casa de Hanôver.
Dinastia: Hanôver.
Vida
Nascimento: 28 de maio de 1660, Osnabrück, Hanôver.
Morte: 11 de junho de 1727 (67 anos), Osnabr6uck, Hanôver.
Filhos: Jorge II, Sofia, Rainha da Prússia.
Pai: Ernesto Augusto, Eleitor de Hanôver.
Mãe: Sofia de Hanôver.
                                                                                                    Jorge I.


Jorge II
Jorge II da Grã-Bretanha (10 de novembro de 1683 – 25 de outubro de 1760), da Casa de Hanôver, foi Rei da Grã-Bretanha de 1727 até à sua morte. Foi ainda eleitor de Hanôver e Duque de Brunswick-Lüneburg.

Índice
1 Primeiros anos
2 Reinado
3 Ato de Estabelecimento
4 Descendência
Primeiros anos
Jorge II da Grã-Bretanha nasceu em Schloss Herrenhausen, em Hanôver, no dia 30 de outubro de 1683, sendo o primogênito do Duque Jorge Luís (Jorge I da Grã-Bretanha). A acusação de adultério que perseguiu sua mãe - que nunca pode ser comprovada, diferente da de seu pai - provocou o divórcio. Sofia foi aprisionada no Castelo de Alhden, e jamais viu seus filhos novamente. Após esta terrível ação, Jorge nunca mais perdoou seu pai por ter aprisionado sua mãe.

Reinado

Seu reinado começou em 11 de junho de 1727, entretanto os conflitos familiares continuavam: agora com seu filho Luis Fernando. Seu plano era enviar seu filho para uma das colónias britânicas para que fosse exilado, porém o plano fora esquecido. Jorge fora coroado, devidamente, na Abadia de Westminister em 4 de julho.
Era esperado que Jorge II demitisse Sir Robert Walpole, que influenciou o reinado do seu pai. Persuadiu muitos políticos para que aceitassem o Ato de Estabelecimento como válido. A posição de Sir Robert Walpole era segura. Ele era o mestre de política interna, e exerceu um certo controlo sobre a política externa de Jorge II. Enquanto Jorge estava impaciente por uma guerra na Europa, Walpole foi mais cauteloso. Assim, em 1729, Jorge II foi encorajado a assinar um tratado de paz com a Espanha.
Ato de Estabelecimento
O Ato de Estabelecimento estabelecia que a coroa britânica iria passar para a avó de Jorge Augusto, a eleitora Sofia de Hanôver, onde então, o monarca reinante, Guilherme III e sua cunhada, Princesa Ana, morreu sem descendência. Nos termos da presente lei, Jorge Augusto foi naturalizado em 1705. Ana, que foi promovida para o trono inglês em 1702, admitiu-o na Ordem da Jarreteira em 1706. Além disso, ele foi nomeado Duque de Cambridge, e mais tarde, nesse mesmo ano, Conde de Milford Haven, Visconde de Northallerton e Barão de Tewkesbury.
Descendência
Jorge II casou-se com a princesa Carolina de Brandenburg-Ansbach, de quem teve os seguintes filhos:
  1 Nome: Frederico, Príncipe de Gales.
Nascimento: 1 de fevereiro de 1707.
Morte: 31 de março de 1751.
Observações: Casou-se com Augusta de Saxe-Ghota (1736) e foi o pai de Jorge III.
  2 Nome: Ana, Princesa Real e Princesa de Orange.
Nascimento: 2 de novembro de 1709.
Morte: 12 de janeiro de 1759.
Observações: Casou-se com Guilherme IV de Orange-Nassau (1734).
  3 Nome: Princesa Amélia Sofia.
Nascimento: 10 de julho de 1711.
Morte: 31 de outubro de 1786.
  4 Nome: Princesa Carolina Elizabeth.
Nascimento: 21 de junho de 1713.
Morte: 28 de dezembro de 1757.
  5 Nome: Príncipe Jorge Guilherme de Gales.
Nascimento: 13 de novembro de 1717.
Morte: 17 de fevereiro de 1718.
Observações: Morreu na infância.
  6 Nome: Príncipe Guilherme Augusto, Duque de Cumberland.
Nascimento: 26 de abril de 1721.
Morte: 31 de outubro de 1765.
  7 Nome: Princesa Maria, Landgravine de Hesse.
Nascimento: 5 de março de 1723.
Morte: 14 de janeiro de 1772.
Observações: Casou-se com Frederico II, Landgrave de Hesse-Cassel (1740).
  8 Nome: Luísa, Rainha da Dinamarca e Noruega.
Nascimento: 18 de dezembro de 1724.
Morte: 19 de dezembro de 1751.
Observações: Casou-se com Frederico V da Dinamarca (1743).
Governo
Reinado: 11 de junho de 1727 - 25 de outubro de 1760.
Coroação: 11 de outubro de 1727.
Consorte Carolina Ansbach.
Antecessor: Jorge I.
Herdeiro: Jorge III.
Sucessor: Jorge III.
Casa Real: Casa de Hanôver.
Dinastia: Hanôver.
Vida
Nascimento: 30 de outubro de 1683, Schloss Herrenhausen, Hanôver.
Morte: 25 de outubro de 1760 (15 anos), Londres, Reino Unido.
Sepultamento: Abadia de Westminster, Londres, Inglaterra.
Pai: Jorge I.
Mãe: Sofia Dorotéia de Brünswick-Luneburgo.
                                                                            Jorge II.

Jorge III
Jorge III do Reino Unido (nome de batismo: George William Frederick; 4 de junho de 1738 – 29 de janeiro de 1820) foi Rei da Grã-Bretanha de 1760 até 1801. A partir do Ato de União de 1800, Jorge III passou a ser Rei do Reino Unido. Foi também Duque de Brünswick-Luneburg e, a partir de 1814, Rei de Hanôver. Jorge III recebeu o cognome de o Louco devido à instabilidade mental causada pela doença crônica que sofria (porfíria). Era filho de Frederico, Príncipe de Gales e da princesa Augusta de Saxe-Gota. Sucedeu ao avô Jorge II. No reinado de Jorge III deu-se a independência dos Estados Unidos da América, até então treze colônias britânicas.
Índice
1 Biografia
2 Sucessão
3 Descendência
4 Cultura popular
Biografia
Jorge nasceu ao dia 4 de junho de 1738 na Norfiolk House em Londres. Era neto do rei Jorge II da Grã-Bretanha e fruto do casamento entre Frederico, Príncipe de Gales e Augusta de Saxe-Gota. Como Jorge nascera prematuro, havia poucas chances de que ele sobrevivesse. O príncipe foi batizado no dia do seu nascimento como George William Frederick pelo então Bispo de Oxford. Teve como padrinhos o rei Frederico I da Suéia e a Rainha da Prússia. Em 1808 ele mandou escoltar D.João e a corte portuguesa, que fugia da invasão francesa pelas tropas de Napoleão, para o Brasil.
Sucessão
O seu filho (futuro Jorge IV), então regente, tinha apenas uma filha (a princesa Carlota), casada com o Príncipe Leopoldo e morreu no parto de um bebê natimorto. A tragédia foi das mais desconcertantes. O caleidoscópio real subitamente se movimentara. A sucessão ao trono, que parecia um assunto tão satisfatoriamente resolvido, agora se tornava uma questão duvidosa e urgente.
Jorge III era um homem lunático, velho e totalmente impenetrável às impressões do mundo exterior. De seus sete filhos, o mais jovem já tinha ultrapassado a meia idade, e nenhum tinha descendência legítima. O horizonte era incerto. Parecia altamente improvável que o príncipe regente, ainda que se divorciasse da esposa, voltasse a se casar e fosse pai novamente.
Jorge III tinha sete filhos e cinco filhas. Destas, duas eram casadas e sem filhos. As três princesas solteiras já tinham bem mais de 40 anos. Os filhos homens, com exceção do mais novo, eram casados e não tinham filhos. Então dois deles resolveram abandonar suas esposas e se casar novamente, a fim de gerar herdeiros para a coroa.
O duque de Kent escolheu a irmã do príncipe Leopoldo, viuvo da sua sobrinha Carlota. A nova Duquesa de Kent era viúva e mãe de duas filhas, portanto comprovadamente fértil, e contava ainda com o fato do príncipe Leopoldo ser muito popular na nação. O duque foi morar no pequeno e empobrecido país de sua nova esposa, mas quando esta ficou grávida, ele tomou o cuidado de levá-la a Londres para o nascimento do bebê. Aquela criança tinha que ser inglesa. No dia 24 de maio de 1819, nasceu no Palácio de Kensington, a pequena princesa Vitória, batizada Alexandrina Vitória.
O seu tio, Duque de Clarence, o outro filho do rei determinado a produzir um herdeiro, tinha sido pai de uma menina dois meses antes do nascimento de Vitória, porém a criança viveu pouco. Era natural que eles tivessem outros filhos, e também o Duque de Kent pretendia aumentar a família, arrebatando assim da pequena princesa a sua reduzida chance na sucessão.
Em pouco tempo, com a morte do rei, do duque de Kent e a improvável gravidez da duquesa de Clarence, a criança gorducha e sem muita importância na linha de sucessão na época do seu nascimento, foi reconhecida pelo Parlamento como herdeira presumida do trono da Inglaterra.
Descendência
Jorge III casou em 8 de Setembro de 1761 com a princesa alemã Sofia Carlota de Mecklenburg-Strelitz. O casal teve os seguintes filhos:
  1. Jorge IV do Reino Unido (12 de Agosto de 1762 - 26 de Junho de 1830), rei do Reino Unido; casado com a duquesa Carolina de Brunswick; com descendência.
  2. Frederico, Duque de Iorque e Albany (16 de Agosto de 1763 - 5 de Janeiro de 1827), casado com a princesa Frederica Carlota da Prússia; sem descendência.
  3. Guilherme IV do Reino Unido (21 de Agosto de 1765 - 20 de Junho de 1837), rei do Reino Unido; casado com a duquesa Adelaide de Saxe-Meiningen; não teve descendentes legítimos, mas teve vários filhos ilegítimos e David Cameron, actual primeiro-ministro do Reino Unido, descende dele.
  4. Carlota, Princesa Real (29 de Setembro de 1766 - 6 de Outubro de 1828), casada com o rei Frederico I de Württemberg; sem descendência.
  5. Eduardo Augusto, Duque de Kent e Strathearn (2 de Novembro de 1767 - 23 de Janeiro de 1820), casado com a duquesa Vitória de Saxe-Coburgo-Saalfeld; tiveram uma filha, a rainha Vitória do Reino Unido.
  6. Augusta Sofia do Reino Unido (8 de Novembro de 1768 - 22 de Setembro de 1840), morreu solteira e sem descendência.
  7. Isabel do Reino Unido (22 de Maio de 1770 - 10 de Janeiro de 1840), casada com o landegrave Frederico VI de Hesse-Homburg; sem descendência.
  8. Ernesto Augusto I de Hanôver (5 de Junho de 1771 - 18 de Novembro de 1851), rei de Hanôver; casado com a duquesa Frederica de Mecklenburg-Strelitz; com descendência.
  9. Augusto Frederico, duque de Sussex (27 de Janeiro de 1773 - 21 de Abril de 1843), casado primeiro com Lady Augusta Murray; com descendência. Casado depois com Lady Cecilia Underwood; sem descendência.
  10. Adolfo, 1.º Duque de Cambridge (24 de Fevereiro de 1774 - 8 de Julho de 1850), casado com a landegravina Augusta de Hesse-Cassel; com descendência.
  11. Maria, Duquesa de Gloucester e Edimburgo (25 de Abril de 1776 - 30 de Abril de 1857), casada com o duque Frederico Guilherme de Gloucester e Edimburgo; sem descendência.
  12. Sofia do Reino Unido (3 de Novembro de 1777 - 27 de Maio de 1848), nunca se casou, mas é provável que tenha tido um filho ilegítimo.
  13. Otávio do Reino Unido (23 de Fevereiro de 1779 - 3 de Maio de 1783), morreu na infância.
  14. Alfredo do Reino Unido (22 de Setembro de 1780 - 20 de Agosto de 1782), morreu na infância.
  15. Amélia do Reino Unido (7 de Agosto de 1783 - 2 de Novembro de 1810), morreu solteira e sem descendência.
Governo
Reinado: 25 de outubro de 1760 - 29 de janeiro de 1820.
Consorte: Sofia Carlota de Mecklenburg-Strelitz.
Antecessor: Jorge III (Avô).
Herdeiro: Jorge IV.
Sucessor: Jorge IV (como Regente 1811-1820).
Casa Real: Casa de Hanôver.
Dinastia: Hanôver.
Vida
Nome completo: Jorge Guilherme Frederico.
Nascimento: 4 de junho de 1738, Londres, Reino Unido.
Morte: 29 de janeiro de 1820 (81 anos), Castelo de Windsor, Berkshire, Reino Unido.
Sepultamento: Capela de São Jorge, Berkshire, Inglaterra.
Pai: Frederico, Príncipe de Gales.
Mãe: Augusta de Saxe-Gota.
                                                       Retrato por Allan Ramsay (1762).

Jorge IV
Jorge IV do Reino Unido (12 de Agosto de 1762 – 26 de Junho de 1830), da Casa de Hanôver, foi Rei do Reino Unido e de Hanôver de1820 até à sua morte. Antes de subir ao trono, Jorge IV foi regente do seu pai Jorge III, o Louco devido à instabilidade mental que este sofria, causada pela doença crónica porfíria.
As Guerras Napoleónicas desenrolaram-se nos períodos da sua regência e reinado. Jorge IV foi um monarca extravagante em termos de gostos pessoais e relações familiares, nomeadamente com a mulher, a princesa Carolina de Brunswick. A relação dos dois era má a ponto de Jorge IV a impedir de entrar na cerimónia de coroação e resultou numa única filha, a Princesa Carlota de Gales, que casou com o Duque Leopoldo de Saxe-Coburg (futuro Rei dos Belgas), e morreu no parto sem deixar descendentes em 1817. A morte da princesa provocou uma corrida pela sucessão. Foi sucedido pelo irmão.
Jorge nasceu no Palácio de St. James, em Londres. E como primogênito do monarca reinante, recebeu imediatamente os títulos de Duque da Cornualha e Duque de Rothesay. Mais tarde recebeu os títulos de Príncipe de Gales e Conde de Chester.
Governo
Reinado: 20 de janeiro de 1820 - 26 de junho de 1830.
Coroação: 19 de julho de 1821.
Consorte: Carolina de Brunswick.
Antecessor: Jorge III.
Herdeiro: Guilherme IV.
Sucesor: Guilherme IV.
Casa Real: Casa de Hanôver.
Dinastia: Hanôver.
Vida
Nascimento: 24 de agosto de 1762, Palácio de St. James, Londres, Reino Unido.
Morte: 26 de junho de 1830 (68 anos), Castelo de Windsor, Berkshire, Reino Unido.
Sepultamento: Capelo de São Jorge, Berkshire, Inglaterra.
Pai: Jorge III.
Mãe: Sofia Carlota de Mecklenburg-Strelitz.
                                                    Retrato por Sir Thomas Lawrence (1816).

Guilherme IV
Guilherme IV do Reino Unido (nascido William Henry; 21 de Agosto 1765 — 20 de Junho 1837) foi Rei do Reino Unido e de Hanôver de 1830 até à sua morte, sucedendo ao seu irmão Jorge IV. Guilherme era filho do rei Jorge III e de Carlota de Mecklemburg-Strelitz. Antes de subir ao trono serviu na Marinha durante a Guerra de Independência dos Estados Unidos da América e foi Duque de Clarence.
Em Julho de 1818, casou com a princesa Adelaide de Saxe-Meiningen para garantir a sucessão de Jorge IV, depois da morte da sua sobrinha Charlote em 1817 , filha de Jorge III. Deste casamento resultaram apenas duas filhas, que morreram na infância, e Guilherme IV foi sucedido por outra sobrinha, a Rainha Vitória. O seu reinado foi marcado por reformas importantes como a abolição da escravatura no Império Britânico e a imposição de restrições ao trabalho infantil.
Índice
1 Biografia
  1.1 Infância e Serviço militar
  1.2 Ducado de Clarence
2 Relacionamentos e casamento
3 Almirante
4 Reinado
  4.1 Crise parlamentar
5 Filhos
  5.1 Filhos legítimos
  5.2 Filhos ilegítimos
  5.3 Seus descendentes notáveis incluem
6 Títulos, estilos e Honras
  6.1 Títulos e estilos
  6.2 Honras
Biografia
Infância e Serviços militar
William Henry nasceu em 21 de agosto de 1765 no Palácio de Buckingham. Filho do rei Jorge III e da Rainha Charlotte, Guilherme era o terceiro de 15 irmãos, sendo também o terceiro na linha de sucessão ao trono. Como filho do monarca reinante, Guilherme foi educado em casa durante a maior parte da sua infância e, ao atingir a idade de 13 anos, ingressou na Royal Navy para servir ao seu país. Especula-se que George Washington tramou o sequestro de Guilherme durante a Guerra de Independência, mas o plano veio a falhar, pois o príncipe possuia guardas pessoais, o que dificultaria a ação dos sequestradores.
Após alguns anos de serviço, Guilherme foi promovido a Tenente e passou a comandar o HMS Pegasus. No comando de um dos mais importantes navios da Marinha Real, Guilherme navegou até o Caribe, onde teria sido hospedado por Horatio Nelson. Em 1788, o príncipe foi transferido para a embarcação HMS Andromeda e no ano seguinte foi transferido para o HMS Valiant, onde assumiu o posto de Almirante.
Guilherme desajava tornar-se um Duque como os seus irmãos mais velhos, mas seu pai inicialmente recusou concede-lo um Ducado. O príncipe então, para pressionar seu pai, declarou-se interessado em fazer parte da Casa dos Comuns, algo inaceitável para um nobre da época. Em resposta, o rei o concedeu os títulos de Duque de Clarence e Conde de Munster no ano de 1789.
                                                            Guilherme em trajes militares.
Ducado de Clarence
Guilherme cessou seu serviço militar em 1790, mas alguns anos depois, quando o Reino Unido declarou guerra a França, o príncipe esteve ansioso para servir novamente ao seu país. Entretanto não lhe foi concedido um navio em decorrência de alguns escândalos ocorridos em seu comando e após alguns discursos na Câmara dos Lordes, que o revelaram um opositor a guerra. Guilherme foi humilhado pela Marinha Real.
Especula-se que seus pedidos para ser chamado novamente pela Marinha nunca foram atendidos, nem sequer respondidos pelo Almirantado. Guilherme enviou pedidos formais e esforçou-se para servir novamente como Almirante, mas durante todas as Guerras Napoleônicas seus pedidos foram negados e desconsiderados. A resposta só chegaria em 1811, quando o duque foi apontado Almirante de Esquadra. Em 1813, Guilherme, num ato de coragem e honra, visitou as tropas britânicas em combate nos Países Baixos e assistiu o bombardeio de Antuérpia em uma torre de igreja.
Afastado dos serviços militares, Guilherme participou das sessões na Câmara dos Lordes, onde manteve sua posição contra a abolição da escravidão nas colônias britânicas.
Relacionamentos e casamento
Desde 1791, Guilherme viveu por 20 anos com sua amante a atriz irlandesa, Dorothea Jordânia, mais conhecido pelo seu nome artístico, a Sra. Jordânia, o título de "senhora" ser assumido no início de sua carreira nos palcos para explicar uma gravidez inconveniente e "Jordânia”, em referência ao rio Jordão, pois ela tinha "atravessado as águas" entre a Irlanda e a Grã-Bretanha. O casal teve dez filhos ilegítimos, cinco filhos e cinco filhas, e que receberam o sobrenome de "FitzClarence".
Guilherme casou-se com a Princesa Amélia Adelaide Tereza Luiza Caroline de Saxe-Coburgo-Meiningen, filha do Duque de Saxe-Meiningen . Aos 25 anos, Adelaide tinha metade da idade de Guilherme, e o seu casamento durou quase vinte anos até a morte de Guilherme.
Almirante
O então Jorge, Príncipe de Gales, irmão mais velho de Guilherme, era o regente do Reino enquanto o rei Jorge III se recuperava da loucura. Em 1820, o rei falecido foi sucedido pelo Príncipe de Gales que assumiu com o título de Jorge IV do Reino Unido e Guilherme passou a ser o 2º na linha de sucessão.
O Duque de Iorque faleceu em 1827 e Guilherme, com mais de 60 anos, tornou-se o herdeiro presuntivo. Naquele mesmo ano, o primeiro-ministro George Canning o apontou como Lorde do Almirantado.
Reinado
O rei Jorge IV faleceu em 26 de junho de 1830 aos 67 anos, mas como não deixou herdeiros legítimos, foi sucedido pelo irmão Guilherme, Duque de Clarence. Guilherme, ao assumir o trono, defendia a retomada de um governo mais antigo, totalmente oposto ao de seu irmão, que não se esforçava em esconder o prazer que tinha pelo luxo da corte. Guilherme era mais reservado e aparentemente equilibrado do que Jorge, sendo, por isso, mais popular entre o povo. Pouco tempo após sua ascensão, Guilherme já havia assumido importantes responsabilidades com o primeiro-ministro, mostrando-se ágil e competente e conquistou ainda mais o apoio popular após fazer de seu filho primogênito Conde de Munster, mesmo sendo um ato incomum.
Crise parlamentar
Após a finalização oficial do reinado de Jorge IV, Guilherme convocou eleições gerais para o Parlamento. Os Tories, apoiados pelo Duque de Wellington, perderam muitos votos para os Whigs, liderados por Charles Grey, fazendo com que Wellington fosse cassado do Parlamento. Quando os Comuns votaram a primeira reforma parlamentar, o ministério de Grey solicitou ao rei uma dissolução completa do parlamento, o que iria resultar em outras eleições gerais. Guilherme, a princípio, não demonstrou nenhuma aprovação aos pedidos de Grey, mas as pressões dos parlamentares o levaram a conduzir uma sessão legislativa no próprio parlamento. Guilherme, então, vestiu os trajes cerimoniais e portando a coroa, dissolveu o parlamento declarou novas eleições, favorecendo aos reformistas. Contudo, os Lordes não aceitaram a dissolução. Após a rejeição de uma nova reforma, a agitação popular cresceu em todo o país.
Filhos
Filhos legítimos
Todos os filhos legítimos de Guilherme IV com sua consorte Adelaide de Saxe-Meiningen nasceram e morreram antes de sua ascensão ao trono. Por conseguinte, foram denominados como Príncipe / Princesa de Clarence com o estilo de Sua Alteza Real.
  • SAR a Princesa Charlotte de Clarence nasceu em 27 de março de 1819, Hanôver faleceu em 27 de março de 1819, Hanôver - Charlotte Luiza Augusta.
  • SAR a Princesa Isabel de Clarence nasceu em 10 de dezembro de 1820, Palácio de St. James's faleceu em 4 de março de 1821, Palácio de St. James's - Isabel Adelaide Georgiana.
Filhos ilegítimos
Com sua amante Dorothea Jordânia:
  • George FitzClarence, 1º Conde de Munster
  • Henry FitzClarence
  • Sophia Sidney, Baronesa De L'Isle e Dudley
  • Lady Mary Fox FitzClarence
  • Lord Frederick FitzClarence
  • Elizabeth Hay, Condessa de Erroll
  • Adolfo FitzClarence
  • Augusta FitzClarence
  • Sir Augusto FitzClarence
  • Amélia Cary, Viscondessa Falkland
Seus descendentes notáveis incluem
  • Sua Alteza a Princesa Alexandra, 2ª Duquesa de Fife, também neta de Eduardo VII
  • Sua Alteza a Princesa Maud, Condessa de Southesk, também neta de Eduardo VII
  • Alexander Duff, 1° Duque de Fife
  • Sir Eduarda Bellingham, Bt 5. Brig.- Gen. Senadora do Estado Livre Irlandês (26 de Janeiro 1879-19 Maio de 1956)
  • Fra Andrew Bertie (1929-2008) Príncipe e Grão-Mestre dos Cavaleiros Hospitalários .
  • David Cameron, líder do Partido Conservador e atual Primeiro ministro Britânico, (nascido em 9 de outubro de 1966)
  • Duff Cooper diplomata e escritor britânico, (22 de fevereiro de 1890 - 1 de Janeiro de 1954)
  • John Crichton-Stuart, 7º Marquês de Bute (b.1958), também conhecido como Johnny Dumfries, ex-piloto.
  • O Brigadeiro General Charles FitzClarence , destinatário da Real Ordem Vitoriana (8 de maio de 1865 - 2 de Novembro de 1914)
  • Adam Hart-Davis autor britânico, fotógrafo e radialista (nascido em 4 de julho de 1943)
  • Rupert Hart-Davis, editora britânica, editor literário e homem de letras (28 de agosto de 1907 - 8 de Dezembro de 1999)
  • Merlin Hay, 24º Conde de Erroll , um banco de cross- membro da Casa dos Lords (nascido em 20 de abril de 1948)
  • Violet Jacob escritor escocês (1863 - 1946)
  • William Sidney, 1º Visconde De L'Isle 15º Governador Geral da Austrália , o último Governador-Geral britânico (23 de maio de 1909 - 5 de Abril de 1991).
Títulos, estilos e honras
Títulos e estilos
  • 21 de agosto de 1765 - 16 de Maio de 1789: Sua Alteza Real o Príncipe William Henry.
  • 16 de maio, 1789 - 26 de Junho de 1830: Sua Alteza Real o duque de Clarence e St. Andrews.
  • 26 de junho de 1830 - 20 de Junho 1837: Sua Majestade o Rei.
O título oficial de Guilherme VI como rei do Reino Unido foi: Pela graça de Deus, do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda, defensor da fé.
O título de Guilherme em Hanôver foi: Pela graça de Deus, Rei do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda, e etc... o Rei de Hanôver, Duque de Brunswick e Lüneburg, e etc...
Honras
  • KT: Cavaleiro do Cardo, 1770.
  • KG: Cavaleiro da Ordem da Jarreteira, 1782.
Governo
Reinado: 26 de junho de 1830 - 20 de junho de 1837.
Consorte: Adelaide de Saxe-Meiningen.
Antecessor: Jorge IV (Irmão).
Herdeiro: Vitória, Ernesto Augusto I.
Sucessor: Vitória (Reino Unido), Ernesto Augusto I (Hanôver)..
Casa Real: Casa de Hanôver.
Dinastia: Hanôver.
Vida
Nascimento: 21 de agosto de 1765, Palácio de Buckingham, Londres, Reino Unido.
Morte: 20 de junho de 1837 (71 anos), Castelo de Windsor, Berkshire, Reino Unido.
Sepultamento: Capela de São Jorge, Berkshire, Inglaterra.
Pai: Jorge III.
Mãe: Sofia Carlota de Mecklenburg-Strelitz.
                                                                       Guilherme IV.

Victoria I
Vitória do Reino Unido (Londres, 24 de Maio de 1819 – East Cowes, 22 de Janeiro de 1901), oriunda da Casa de Hanôver, foi rainha do Reino Unido de 1837 até a morte, sucedendo ao tio, o rei Guilherme IV. A incorporação da Índia ao Império Britânico em 1877 conferiu a Vitória o título de Imperatriz da Índia.
Vitória era filha do príncipe Eduardo, duque de Kent e Strathearn, o quarto filho do rei Jorge III. Tanto o duque de Kent como o rei morreram em 1820, fazendo com que Vitória fosse criada sob a supervisão da sua mãe alemã, a princesa Vitória de Saxe-Coburgo-Saalfeld. Herdou o trono aos dezoito anos, depois de os três tios paternos terem morrido sem descendência legítima. O Reino Unido era já uma monarquia constitucional estabelecida, na qual o soberano tinha relativamente poucos poderes políticos directos. Em privado, Vitória tentou influenciar o governo e a nomeação de ministros. Em público tornou-se um ícone nacional e a figura que encarnava o modelo de valores rigorosos e moral pessoal.
Casou-se com o seu primo direito, o príncipe Alberto de Saxe-Coburgo-Gota, em 1840. Os seus nove filhos e vinte e seis dos seus quarenta e dois netos casaram-se com outros membros da realeza e famílias nobres por todo o continente europeu, unindo-as entre si, o que lhe valeu a alcunha de "a avó da Europa". Após a morte de Alberto em 1861, Vitória entrou num período de luto profundo durante o qual evitou aparecer em público. Como resultado do seu isolamento, o republicanismo ganhou força durante algum tempo, mas na segunda metade do seu reinado, a popularidade da rainha voltou a aumentar. Os seus jubileus de ouro e diamante foram muito celebrados pelo público.
O seu reinado de 63 anos e 7 meses foi o mais longo, até à data, da história do Reino Unido e ficou conhecido como a Era Vitoriana. Foi um período de mudança industrial, cultural, política, científica e militar no Reino Unido e ficou marcado pela expansão do Império Britânico. Vitória foi a última monarca da casa de Hanôver. O seu filho e sucessor, o rei Eduardo VII, pertencia à nova casa de Saxe-Coburgo-Gota.
Índice
1 Antecedentes
2 Nascimento e família
3 Herdeira ao trono
4 Primeiros anos de reinado
5 Casamento
  5.1 Descendência
  5.2 Hemofilia
6 1842-1860
7 Viuvez de Vitória
8 Imperatriz da Índia
9 Últimos anos
  9.1 Jubileu de ouro
  9.2 Jubileu de diamantes
10 Morte e sucessão
11 Legado
12 Cultura popular
Antecedentes
Em 1817, a princesa Carlota Augusta de Gales morreu ao dar à luz um natimorto, causando uma crise de sucessão no Reino Unido. Carlota era a única filha do Príncipe Regente (futuro Jorge IV, filho mais velho de Jorge III do Reino Unido, que agia como regente devido à doença do pai) e da esposa renegada, Carolina de Brunswick. O nascimento fora tido como milagroso visto que alegadamente os pais não tiveram relações sexuais mais de três vezes durante o casamento, daí que o nascimento de um eventual outro filho do príncipe Jorge fosse, no mínimo, improvável.
Assim, a linha directa de sucessão ao trono britânico foi subitamente extinta. Jorge III tinha 12 filhos, mas nenhum neto legítimo que pudesse herdar a coroa. As cinco filhas eram solteiras ou estéreis e nenhum dos filhos era casado, à excepção do segundo, Frederico, duque de York, que também não tinha filhos.
Este acontecimento provocou uma "corrida" ao casamento por parte dos príncipes solteiros. O terceiro filho, Guilherme, Duque de Clarence casou com a princesa Adelaide de Saxe-Meiningen. Deste matrimónio resultaram duas filhas, Carlota (1819) e Isabel (1820), ambas mortas antes dos dois anos, e vários abortos espontâneos, o último de gêmeos em 1821, depois do qual se tornou óbvio que não teriam mais filhos.
O quarto filho do Jorge III, Eduardo, Duque de Kent casou por sua vez com Vitória de Saxe-Coburgo-Saalfeld, viúva do duque de Leiningen e mãe de dois filhos, Carlos e Feodora, que era também irmã de Leopoldo de Saxe-Coburgo-Gota, viúvo da princesa Carlota Augusta. Deste casamento nasceu em 1819 uma menina, baptizada Alexandrina Vitória. Depois das sucessivas mortes das primas Clarence, do pai apenas alguns meses depois e já em 1830 de Jorge IV, Vitória tornou-se herdeira presumível do trono britânico.
                                                             Princesa Charlotte de Gales.
Nascimento e família

O pai de Vitória, o príncipe Eduardo, duque de Kent, casou-se com a mãe dela, a princesa Vitória, no dia 30 de Maio de 1818, no Palácio de Ehrenburg, em Coburgo. Para que não houvesse dúvidas sobre a validade deste casamento, foi realizada uma segunda cerimónia, em Inglaterra, no Palácio de Kew, no dia 11 de Junho do mesmo ano, no mesmo dia em que o irmão mais velho, o príncipe Guilherme, se casou com a princesa Adelaide de Saxe-Meiningen.
O pai da futura rainha já estava bastante endividado antes do casamento, mas depois a sua situação económica começou a agravar-se ainda mais. Como Eduardo discordava das visões políticas do seu irmão, o príncipe-regente, este recusou-se a ajudá-lo e, por isso, os pais de Vitória tiveram de deixar Inglaterra e passaram a viver na Alemanha. Poucas semanas depois, Vitória soube que estava grávida e o duque percebeu imediatamente a importância que tinha o facto de a criança nascer em Inglaterra, por isso, com a ajuda de alguns amigos, conseguiu juntar dinheiro suficiente para a viagem quando a duquesa já estava grávida de sete meses. Chegaram ao seu destino no dia 24 de Abril de 1819 e instalaram-se no Palácio de Kensington. Foi aí que a futura rainha Vitória nasceu, um mês depois, no dia 24 de Maio, às quatro e um quarto da manhã.
Foi baptizada numa cerimónia privada no dia 24 de Julho pelo arcebispo da Cantuária, Charles Manners-Sutton, no salão da cúpula no Palácio de Kensington. Os seus padrinhos foram o czar Alexandre I da Rússia (representado na cerimónia pelo seu tio, o duque de Iorque), o seu tio, o príncipe-regente, a sua tia, a rainha Carlota de Württemberg (representada pela princesa Augusta)e a avó materna de Vitória, a duquesa-viúva de Saxe-Coburgo-Saalfeld (representada pela princesa Maria, duquesa de Gloucester e Edimburgo). Os seus pais quiseram chamá-la Vitória Jorgina Alexandrina Carlota Augusta, mas o irmão mais velho do duque, o príncipe-regente, insistiu que três dos nomes desaparecessem. Então acabou por ser baptizada apenas de Alexandrina Vitória, em honra do czar Alexandre I e da sua mãe.
Vitória estava no quinto lugar de sucessão, a seguir ao seu pai e aos seus três irmãos mais velhos. O príncipe-regente estava separado da sua esposa e a esposa do duque de Iorque, a princesa Frederica Carlota da Prússia, tinha cinquenta e dois anos, por isso não havia muitas hipóteses de os filhos mais velhos do rei terem herdeiros. Ambas as filhas nascidas ao duque de Clarence (em 1819 e 1820) tinham morrido antes dos dois anos de idade. O avô e o pai de Vitória morreram em 1820, com apenas uma semana de diferença e o duque de Iorque morreu em 1827. Após a morte do rei Jorge IV em 1830, Vitória tornou-se herdeira presumível do seu tio Guilherme IV do Reino Unido. O Acto de Regência de 1830 incluía uma clausula especial que tornava a duquesa de Kent, mãe de Vitória, regente caso Guilherme morresse antes de a princesa atingir a maioridade. O rei Guilherme desconfiava da capacidade da duquesa em ser regente e, em 1836, declarou na sua presença que queria viver até ao 18.º aniversário de Vitória para que fosse evitada uma regência.
                                                         Victoria aos quatro anos de idade.
Herdeira ao trono
Mais tarde na sua vida, Vitória descreveria a sua infância como "bastante melancólica". A sua mãe era muito protectora e, por isso, Vitória teve uma educação isolada, longe de outras crianças da sua idade, seguindo o chamado "Sistema Kensington", um conjunto de regras e protocolos elaborados desenvolvido pela duquesa e o seu mordomo ambicioso e dominador, Sir John Conroy, que, segundo alguns rumores, possivelmente falsos, era amante da duquesa. O sistema impedia-a de se encontrar com pessoas que a sua mãe e Conroy considerassem indesejáveis (um grupo que incluía grande parte da família do seu pai), e estava direccionado no sentido de a tornar fraca e dependente deles. A duquesa evitava a corte pois chocava-se com o facto de esta ser frequentada pelos filhos ilegítimos do rei, e talvez para mostrar a moralidade de Vitória insistindo que a sua filha evitasse qualquer forma de indecência sexual. Vitória partilhava o quarto com a sua mãe, estudava com tutores privados seguindo um horário regular e passava as suas horas de lazer a brincar com as suas bonecas e um king charles spaniel chamado Dash. Aprendeu francês, alemão, italiano e latim, mas falava inglês em casa.
Em 1830, a duquesa de Kent e Conroy levaram Vitória até ao centro de Inglaterra para visitar Malvern Hills, parando em várias aldeias e grandes casas de campo pelo caminho. Em 1832, 1833, 1834 e 1835 foram feitas viagens semelhantes. Para grande irritação do rei Guilherme, Vitória foi recebida com muito entusiasmo em todas as paragens. Guilherme considerou que estas digressões reflectiam uma ambição de realeza e temia que as pessoas começassem a ver Vitória como sua rival em vez de a verem como sua herdeira. Vitória não gostava destas viagens. A ronda constante de aparições públicas deixava-a cansada e doente e tinha pouco tempo para descansar. A princesa acabaria por se opor a elas, argumentando que não agradavam ao rei, mas a sua mãe ignorou as suas queixas por ciumes e forçou a filha a continuar. Enquanto estava em Ramsgate, em Outubro de 1835, Vitória apanhou uma febre grave, mas Conroy ignorou-a, afirmando que as suas queixas não passavam de fingimentos infantis. Enquanto Vitória estava doente, Conroy e a duquesa tentaram fazer com que ela nomeasse Conroy como seu secretário privado, mas a princesa recusou. Enquanto adolescente, Vitória resistiu a muitas tentativas persistentes por parte da sua mãe e Conroy para nomeá-lo para seu funcionário. Quando se tornou rainha, acabou por bani-lo da sua presença, mas Conroy manteve-se na casa da sua mãe.
Em 1836, o irmão da duquesa, Leopoldo, que se tinha tornado rei dos belgas em 1831, começou a fazer planos para casar a sua sobrinha Vitória com o seu sobrinho Alberto de Saxe-Coburgo-Gota. Leopoldo, a mãe de Vitória e o pai de Alberto (o duque Ernesto I de Saxe-Coburgo-Gota) eram irmãos. Leopoldo convenceu a sua irmã a convidar os seus parentes de Coburgo para a visitarem em Maio de 1836, com o objectivo de apresentar Vitória a Alberto. Contudo, Guilherme IV não aprovava nenhum tipo de união de membros da sua família com os Coburgos e teria preferido ver a sua sobrinha casada com o príncipe Alexandre dos Países Baixos, segundo filho do príncipe de Orange. Vitória sabia dos vários planos de casamento e dava a sua opinião sobre a parada de príncipes elegíveis que lhe iam sendo apresentados. Segundo o seu diário, Vitória sempre gostou da companhia de Alberto. No fim da visita, escreveu: "[Alberto] é extremamente bonito, o seu cabelo é da mesma cor do meu, os seus olhos são grandes e azuis e tem um lindo nariz e uma boca muito doce com bons dentes. Mas o charme do seu rosto é a sua expressão, que é muito agradável." Por outro lado, achava Alexandre "muito simples".
Vitória escreveu ao seu tio Leopoldo, que sempre considerou o seu "melhor e mais gentil conselheiro", para lhe agradecer pela "expectativa de grande felicidade para a qual contribuiu na pessoa do querido Alberto (...) ele tem todas as qualidades que seriam desejáveis para me deixar perfeitamente feliz. É tão sensível, tão gentil, e tão bom e amoroso. Além do mais tem o exterior mais agradável e encantador que se pode ter." Contudo, aos dezassete anos, apesar de estar interessada em Alberto, Vitória não estava pronta para se casar. Os dois lados não avançaram com um noivado formal, mas assumiram que a união iria acontecer a seu tempo.
                                                                    Victoria em 1838.
                                                          Rainha Victoria enquanto jovem.
Primeiros anos de reinado
Vitória fez dezoito anos a 24 de Maio de 1837, tendo-se evitado assim uma regência. No dia 20 de Junho de 1837, Guilherme IV morreu aos setenta e um anos de idade e Vitória tornou-se rainha do Reino Unido. No seu diário escreveu: "Fui acordada às seis da manhã pela mamã que me disse que o Arcebispo da Cantuária e Lord Conyngham estavam aqui e queriam ver-me. Saí da cama e fui até à minha salinha-de-espera (vestida só com a minha camisa de dormir), sozinha, e vi-os. Lord Conyngham informou-me depois que o meu pobre tio, o rei, já não existia, e tinha dado o seu último fôlego doze minutos depois das duas da manhã e, consequentemente, sou rainha." Os documentos oficiais do seu primeiro dia de reinado referiram-se a ela como Alexandrina Vitória, mas o primeiro nome foi retirado a pedido da rainha e não voltou a ser usado.
Desde 1714 que o soberano da Grã-Bretanha tinha também partilhado o trono com o reino de Hanôver, na Alemanha, mas como este tinha em vigor uma lei sálica que impedia a sucessão de mulheres ao trono, Vitória não o pôde herdar, passando para o irmão mais novo do seu pai, o seu tio mal-visto, o duque de Cumberland e Teviotdale, que se tornou no rei Ernesto Augusto I de Hanôver. Foi também ele o seu herdeiro presumível até ela se casar e ter um filho.
Na altura em que sucedeu ao trono, o governo era liderado por um primeiro-ministro liberal, Lord Melbourne, que se tornou numa forte influência para Vitória que não tinha experiência política e contava com ele para pedir conselhos. Charles Greville achava que o viúvo Melbourne, que nunca tinha tido filhos, "gostava muito dela, como gostaria de uma filha se tivesse tido alguma", e é provável que Vitória também o visse como uma figura paternal. A sua coroação aconteceu no dia 28 de Junho de 1838 e Vitória tornou-se na primeira soberana a residir no Palácio de Buckingham. Herdou as propriedades dos ducados de Lancaster e Cornualha e passou a receber 385.000 libras por ano. Sendo prudente a nível financeiro, conseguiu pagar as dívidas do seu pai.
No inicio do seu reinado, Vitória foi popular, mas a sua reputação sofreu um duro golpe durante uma intriga da corte em 1839 quando a barriga de uma das damas-de-companhia da sua mãe, Lady Flora Hastings, começou a crescer anormalmente, causando rumores de que esta tinha engravidado, fora do casamento, de Sir John Conroy. Vitória acreditou nos rumores. Odiava Conroy e desprezava "aquela odiosa Lady Flora", uma vez que esta tinha conspirado com Conroy e a duquesa de Kent no sistema Kensington. A principio, Lady Flora recusou submeter-se a um exame médico nua, mas em meados de Fevereiro finalmente cedeu e descobriu-se que ela ainda era virgem. Conroy, a família Hastings e os conservadores organizaram uma campanha na imprensa afirmando que a rainha tinha ajudado a espalhar rumores falsos sobre Lady Flora. Quando Lady Flora morreu em Julho, a autópsia revelou que ela tinha um grande tumor no fígado e tinha sido essa a causa do crescimento da barriga. Em aparições públicas, Vitória era assobiada e chamada de "Mrs. Melbourne".
Em 1839, Melbourne demitiu-se quando os radicais e os conservadores (Vitória odiava ambos os partidos) votaram contra uma lei que suspendia a constituição da Jamaica. A lei retirava poder político aos donos de plantações que estavam a resistir à abolição da escravatura. A rainha deu ordens a um conservador, Sir Robert Peel, para formar um novo governo. Nesta altura era normal o primeiro-ministro nomear membros da casa real, que eram normalmente os seus aliados políticos e patrocinadores. Muitas das damas-de-quarto da rainha eram esposas de liberais e Peel esperava conseguir substitui-las por esposas de conservadores. Durante aquela que ficou conhecida como a crise do quarto, Vitória, aconselhada por Melbourne, foi contra a sua substituição. Peel recusou-se a governar com as restrições impostas pela rainha e acabou por se demitir, deixado que Melbourne voltasse ao seu antigo cargo.
                                            Victoria recebe a notícia da sua ascensão ao trono.
                                                             Victoria na sua coroação.
Casamento
Apesar de ser rainha, Vitória tinha de continuar a viver com a sua mãe com quem não se dava bem por causa do sistema Kensington e da sua dependência contínua em Conroy, simplesmente pelo fato de ser solteira. A sua mãe vivia em aposentos afastados no Palácio de Buckingham e Vitória recusava-se a vê-la muitas vezes. Quando a rainha se queixou a Melbourne, dizendo-lhe que a proximidade da mãe lhe tinha causado "tormento durante muitos anos", o primeiro-ministro simpatizou com ela, mas disse que tal podia ser evitado com um casamento, algo a que Vitória chamou de "uma alternativa chocante". Estava interessada na educação que Alberto estava a receber para o preparar para o seu futuro papel como seu marido, mas resistiu a apressar o casamento.
Vitória continuou a elogiar Alberto após a sua segunda visita a Inglaterra em Outubro de 1839. Alberto e Vitória gostavam um do outro e a rainha pediu-o em casamento no dia 15 de Outubro de 1839, apenas cinco dias depois da sua chegada a Windsor. Casaram-se a 10 de Fevereiro de 1840, na Capela Real do Palácio de St. James, em Londres. Vitória estava completamente apaixonada. Passou a primeira noite de casamento de cama com uma dor de cabeça, mas escreveu no seu diário:
"NUNCA, NUNCA passei uma noite assim!!! O MEU QUERIDO, QUERIDO, QUERIDO Alberto (...) o seu grande amor e afecto fizeram-me sentir num paraíso de amor e felicidade que nunca pensei alguma vez sentir! Segurou-me nos seus braços e beijamo-nos uma e outra e outra vez! A sua beleza, a sua doçura e gentileza - como posso agradecer vezes suficientes ter um marido assim! (...) ser chamada por nomes ternurentos, que nunca me chamaram antes - foi uma bênção inacreditável! Oh! Este foi o dia mais feliz da minha vida!"
Alberto tornou-se um conselheiro político importante, bem como o companheiro da rainha, substituindo Lord Melbourne como a figura dominante e influente na primeira metade da sua vida. A mãe de Vitória foi despejada do palácio e enviada para Ingestre House em Belgrave Square. Após a morte da princesa Augusta em 1840, a mãe de Vitória recebeu as casas de Clarence e Frogmore. Com a ajuda de Alberto, a relação entre mãe e filha começou a melhorar aos poucos.
Durante a primeira gravidez de Vitória em 1840, nos primeiros meses de casamento, Edward Oxford, então com dezoito anos, tentou assassiná-la quando estava numa carruagem com o príncipe Alberto a caminho da casa da mãe. Oxford disparou duas vezes, mas ambas as balas falharam o alvo. Foi julgado por alta traição e considerado culpado, mas foi depois libertado por se considerar que estava louco. Depois do incidente, a popularidade de Vitória aumentou, fazendo com que a crise do quarto fosse esquecida. A sua primeira filha, que também recebeu o nome Vitória, nasceu no dia 21 de Novembro de 1840. A rainha detestava estar grávida, achava que a amamentação era repugnante, e achava que os recém-nascidos eram feios. Mesmo assim ainda viria a ter mais oito filhos com Alberto.
A casa de Vitória era maioritariamente governada por aquela que tinha sido a sua governanta durante a sua infância, a baronesa Louise Lehzen. Lehzen tinha tido uma grande influência em Vitória, e tinha-a apoiado contra o sistema Kensington. Contudo, Alberto achava que Lehzen era incompetente e que o seu desgoverno ameaçava a saúde da sua filha. Após uma zanga entre Vitória e Alberto por causa deste assunto, Lehzen foi reformada e a sua relação próxima com Vitória acabou.
                                          Casamento da rainha Victoria com o príncipe Alberto.
Descendência
Quadro da família da rainha Victoria em 1846 por Franz Xaver Winterhalter:
(da esquerda para a direita:) Os príncipes Alfredo e Alberto Eduardo; A rainha e o príncipe consorte; As princesas Helena, Alice e Victoria.
  1 Nome: Princesa Victoria, Princesa Real.
Nascimento: 21 de novembro de 1840.
Morte: 5 de agosto de 1901.
Consorte (data de nascimento e morte) e filhos: Casada em 1858 (25 de janeiro), Príncipe-Herdeiro Frederico da Prússia (1831-1888), depois Frederico III da Alemanha com descendência (incluindo Guilherme II da Alemanha e Sofia, Rainha da Grécia).
  2 Nome: Eduardo VII.
Nascimento: 9 de novembro de 1841.
Morte: 6 de maio de 1910.
Consorte (data de nascimento e morte) e filhos: Casado em 1863 (10 de março), Alexandra da Dinamarca (1844-1925); com descendência (Incluindo Jorge V do Reino Unido e Maud, Rainha da Noruega).
  3 Nome: Alice do Reino Unido.
Nascimento: 25 de abril de 1843.
Morte: 14 de dezembro de 1878.
Consorte (data de nascimento e morte) e filhos: Casada em 1862 (1 de julho), Luís IV Grão-Duque de Hesse; com descendência (incluindo Alexandra Feodorovna, última imperatriz da Rússia).
  4 Nome: Alfredo de Saxe-Coburgo-Gota.
Nascimento: 6 de agosto de 1844.
Morte: 31 de julho de 1900.
Consorte (data de nascimento e morte) e filhos: Casado em 1874 (23 de janeiro), Maria Alexandrovna da Rússia; com descendência (incluindo Maria de Saxe-Coburgo-Gota, Rainha da Romênia).
  5 Nome: Helena do Reino Unido.
Nascimento: 25 de maio de 1846.
Morte: 9 de junho de 1923.
Consorte (data de nascimento e morte) e filhos: Casada em 1863 (5 de julho), Cristiano de Schleswig-Holstein; com descendência.
  6 Nome: Louise do Reino Unido.
Nascimento: 18 de março de 1848.
Morte: 3 de dezembro de 1839.
Consorte (data de nascimento e morte) e filhos: Casada em 1871 (21 de março), John Campbell, 9° Duque de Argyll; com descendência.
  7 Nome: Artur do Reino Unido.
Nascimento: 1 de maio de 1850.
Morte: 16 de janeiro de 1942.
Consorte (data de nascimento e morte) e filhos: Casado em 1879 (13 de março), Louise Margarida da Prússia; com descendência (incluindo Margarida, princesa-herdeira da Suécia).
  8 Nome: Leopoldo do Reino Unido.
Nascimento: 7 de abril de 1853.
Morte: 20 de março de 1884.
Consorte (data de nascimento e morte) e filhos: Casado em 1882 (27 de abril), Helena de Waldeck-Pyrmont; com descendência (incluindo Carlos Alberto, Duque de Saxe-Coburgo-Gota).
  9 Nome: Beatriz do Reino Unido.
Nascimento: 14 de abril de 1857.
Morte: 26 de outubro de 1944.
Consorte (data de nascimento e morte) e filhos: Casada em 1885 (23 de julho), Henrique de Battenberg; com descendência (incluindo Victoria Eugênia de Battenberg, rainha de Espanha).
Hemofilia
Um dos filhos de Vitória, o segundo mais novo, Leopoldo, foi o primeiro descendente de Vitória a sofrer de hemofilia B e duas das suas cinco filhas, Alice e Beatriz, descobriram, depois de ter filhos, que eram portadoras do gene defeituoso. Os descendentes reais que sofriam da doença incluíam os seus bisnetos, o czarevich Alexei da Rússia, Afonso, príncipe das Astúrias, e o infante Gonçalo de Espanha. A presença da doença nos descentes da rainha, mas não nos seus antepassado, levou a especulações nos dias de hoje, afirmando que o verdadeiro pai de Vitória não era o duque de Kent, mas sim um hemofílico. Não existe nenhuma prova documentada sobre a presença de hemofílicos na família da mãe de Vitória e como os homens apenas sofrem a doença, mas não a podem transmitir, essa teoria foi desvalorizada. É mais provável que tenha havido uma mutação espontânea, visto que o pai de Vitória era já bastante velho quando a concebeu e a hemofilia aparece mais frequentemente em crianças nascidas de pais mais velhos. Cerca de 30% dos casos de hemofilia aparecem por mutações espontâneas.
1842-1840
No dia 29 de Maio de 1842 Vitória estava a andar de carruagem na zona de The Mall, em Londres, quando John Francis lhe apontou uma pistola, mas não disparou. No dia seguinte, Vitória foi pelo mesmo caminho, mas mais depressa e com mais segurança numa tentativa premeditada de provocar Francis a tentar disparar novamente e, assim, ser apanhado em flagrante. Tal como era esperado, Francis disparou, mas foi travado por um polícia vestido à paisana e condenado por alta traição. Em 3 de Julho, dois dias depois da sentença de morte de Francis ser mudada para transporte para uma das colónias inglesas para o resto da vida, outro homem, John William Bean, também apontou uma pistola à rainha, mas esta estava apenas carregada com papel e tabaco. Oxford achou que estas tentativas tinham sido inspiradas pela sua experiência em 1840. Bean foi condenado a dezoito meses de prisão. Em 1849 houve um ataque semelhante, desta fez executado pelo irlandês William Hamilton que disparou uma pistola carregada com pólvora contra a carruagem de Vitória quando esta passava por Constitution Hill, em Londres. Em 1850 a rainha chegou mesmo a ser ferida quando foi atacada por Robert Pate, um antigo oficial do exército, possivelmente louco. Enquanto Vitória estava a andar de carruagem, Pate atingiu-a com a sua bengala, destruindo-lhe o chapéu e deixando-lhe negras na cara. Tanto Hamilton como Pate foram condenados a um transporte de sete anos para colónias britânicas.
O apoio que Melbourne tinha no parlamento enfraqueceu ao longo dos anos do reinado de Vitória e, nas eleições de 1841, os liberais saíram derrotados. Robert Peel tornou-se primeiro-ministro e as damas-de-quarto que estavam associadas a liberais foram substituídas.
Em 1845 a Irlanda sofreu uma praga nas plantações de batata. Nos quatro anos que se seguiram, mais de um milhão de irlandeses morreram e outro milhão emigrou num período que ficou conhecido como "A Grande Fome". Na Irlanda, Vitória passou a ser chamada de "Rainha da Fome". Vitória doou £2,000 para ajudar a aliviar a fome, uma quantia superior a qualquer outra doação feita na época por um só indivíduo, e também apoiou o empréstimo Maynooth a um seminário católico na Irlanda, apesar da oposição por parte dos protestantes. A história de que ela teria dado apenas £5 para ajudar os irlandeses e de que no mesmo dia tinha dado a mesma quantia a um abrigo para cães foi um mito que se gerou no final do século XIX.
Em 1846, o governo de Peel enfrentou uma crise que envolvia a revogação das leis do milho. Muitos conservadores opuseram-se à revogação, mas Peel e outros conservadores, a maioria dos liberais e a rainha apoiaram-na. Peel demitiu-se em 1846, após a revogação ter passado com maioria absoluta e foi substituído por Lord John Russell.
A nível internacional, Vitória centrou as suas atenções na melhoria das relações entre a França e o Reino Unido. Visitou e recebeu muitas vezes a família real francesa, os Orleães, alguns dos quais eram parentes dos Coburgos por casamento. Em 1843 e 1845, Vitória e Alberto ficaram no Castelo d'Eu com o rei Luís Filipe I. Vitória foi a primeira monarca briânica a visitar um monarca francês desde o encontro no campo do pano de ouro em 1520. Quando Luís Filipe retribuiu a visita em 1844, tornou-se no primeiro soberano francês a visitar um soberano britânico. Luís Filipe foi deposto pelas revoluções de 1848 e foi para o exílio em Inglaterra. No ponto mais alto da vaga revolucionária no Reino Unido em Abril de 1848, Vitória e a família trocaram Londres pela segurança de Osborne House, uma propriedade privada na Ilha de Wight que a rainha tinha comprado em 1845 e renovado. As manifestações por parte dos cartistas e dos nacionalistas irlandeses não conseguiram encontrar apoio a nivel nacional e as perturbações morreram sem grandes problemas. A primeira visita da rainha à Irlanda em 1849 foi um sucesso, mas não teve nenhum impacto duradouro no crescimento do nacionalismo irlandês.
O governo de Russell, apesar de ser liberal, não agradava à rainha. Ofendia-se particularmente com o secretário dos assuntos estrangeiros, Lord Palmerston, que agia muitas vezes sem consultar o governo, o primeiro-ministro ou a rainha. Vitória queixou-se a Russel de que Palmerston tinha enviado despachos oficiais para líderes estrangeiros sem o seu conhecimento, mas Palmerston ficou com o seu posto e continuou a agir por sua própria iniciativa, apesar das repetidas chamadas de atenção da rainha. Só viria a ser despedido em 1851, quando anunciou que o governo britânico apoiava o golpe de estado do presidente Louis-Napoleon Bonaparte em França sem consultar o primeiro-ministro. No ano seguinte, o presidente Bonaparte foi declarado rei Napoleão III, numa altura em que a administração de Russel tinha já sido substituída pelo governo minoritário de curta duração liderado por Lord Derby.
Em 1853, Vitória deu à luz o seu oitavo filho, Leopoldo, com a ajuda de um novo anestésico, o clorofórmio. Vitória ficou tão impressionada com o alívio que lhe deu da dor do parto que o voltou a usar em 1857, na altura do nascimento da sua última filha, Beatriz, apesar de membros do clero se terem oposto por considerarem que ia contra os ensinamentos da bíblia, assim como membros da classe médica que achavam o medicamento perigoso. Vitória pode ter sofrido de depressão pós-parto depois de muitas das suas gravidezes. Existem cartas escritas por Alberto para Vitória onde este se queixava da sua falta de auto-controlo. Por exemplo, cerca de um mês depois do nascimento de Leopoldo, Alberto queixou-se numa carta sobre a sua "histeria contínua" por causa de "um assunto sem importância".
No inicio de 1855 o governo de Lord Aberdeen, que tinha substituído o de Derby, foi criticado devido ao mau uso de tropas britânicas durante a Guerra da Crimeia e caiu. Vitória falou com Derby e Russell no sentido de formar um novo governo, mas nenhum dos dois teve apoio suficiente e Vitória foi forçada a nomear Palmerston como o seu novo primeiro-ministro.
Napoleão III, que desde a Guerra da Crimeia se tinha tornado no maior aliado britânico, visitou Londres em Abril de 1855 e, de 17 a 28 de Agosto do mesmo ano, Vitória e Alberto retribuíram a visita. Napoleão encontrou-se com o casal em Dunquerque e acompanhou-os até Paris. Visitaram a Exposição Universal (uma sucessora da Grande Exposição organizada pelo príncipe Alberto em Londres em 1851) e a sepultura de Napoleão I em Les Invalides (na qual os seus restos mortais só tinham sido restituídos em 1840), e foram os convidados de honra de um baile com mil e duzentos convidados no Palácio de Versailles.
No dia 14 de Janeiro de 1858 um refugiado italiano que vivia na Grã-Bretanha tentou assassinar Napoleão III com uma bomba feita em Inglaterra. Isto causou uma crise diplomática que desestabilizou o governo e fez com que Palmerston se demitisse. Derby regressou a este posto. Vitória e Alberto estiveram presentes na abertura de uma nova base no porto militar francês de Cherbourg no dia 5 de Agosto de 1858, numa tentativa por parte de Napoleão III de assegurar à Grã-Bretanha que as suas preparações militares estavam direccionadas para outro lugar. Quando regressou a Inglaterra, Vitória escreveu a Derby, reprimindo-o pelo fraco estado da marinha real britânica em comparação com a francesa.
Onze dias depois da tentativa de assassinato em França, a filha mais velha de Vitória casou-se com o príncipe Frederico Guilherme da Prússia em Londres. Os dois eram noivos desde 1855, quando a princesa real Vitória tinha apenas catorze anos. O casamento foi atrasado pela rainha e pelo príncipe Alberto até a noiva completar dezessete anos. A rainha e o príncipe Alberto esperavam que a sua filha e genro fossem responsáveis pela liberalização do crescente reino prussiano. Vitória sentiu "o coração doente" por ver a sua filha deixar Inglaterra para passar a viver na Alemanha. "Faz-me arrepiar", escreveu ela à filha numa das suas frequentes cartas, "quando olho para todas as tuas doces, felizes e inocentes irmãs e penso que vou ter de as deixar também - uma à uma." Quase um ano depois, a princesa Vitória deu à luz o primeiro neto da rainha Vitória, o futuro kaiser Guilherme II da Alemanha.
                                                                   Victoria em 1842.
          Primeira fotografia conhecida da rainha Victoria, tirada em 1844 com sua família mais velha.
                                                                      Victoria em 1860.
Viuvez de Victoria
Em Março de 1861 a mãe de Vitória morreu a seu lado. Quando leu os documentos deixados por ela, Vitória compreendeu que a sua mãe a tinha amado profundamente; ficou destroçada e culpou Conroy e Lehzen por a terem afastado "maldosamente" da sua mãe. Para distrair a esposa durante este período de sofrimento intenso, Alberto substitui-a em grande parte dos seus deveres, apesar de ele próprio estar doente com problemas crónicos no estômago. Em Agosto, Vitória e Alberto visitaram o seu filho, o príncipe Eduardo de Gales, que estava a participar em manobras do exército em Dublin e passaram alguns dias em Killarney. Em Novembro, Alberto ficou a saber de rumores de que Eduardo teria dormido com uma actriz na Irlanda. Horrorizado, Alberto foi até Cambridge, onde o seu filho estava a estudar, e confrontou-o. No inicio de Dezembro Alberto estava muito mal. William Jenner diagnosticou-o com febre tifóide e o príncipe morreu no dia 14 de Dezembro de 1861. Vitória ficou devastada. Culpou o seu filho Eduardo pela morte do marido. Disse que Alberto tinha sido "morto por causa daquele assunto horrível". Entrou em luto e usou roupa preta durante o resto da sua vida. Evitou aparições públicas e raramente foi a Londres nos anos que se seguiram. O seu isolamento fez com que passasse a ser chamada de "viúva de Windsor".
O isolamento auto-imposto por Vitória do público fez com que a sua popularidade diminuísse e encorajou o crescimento do movimento republicano. A rainha tratava dos seus assuntos de governo oficiais, mas escolheu ficar nas suas residências no Castelo de Windsor, Osborne House e a propriedade privada na Escócia, o Castelo de Balmoral, que tinha comprado com Alberto em 1847. Em Março de 1864, um protestante colocou um cartaz nas grades do Palácio de Buckingham que dizia: "esta propriedade está à venda em consequência da falência do negócio do seu antigo ocupante". O seu tio Leopoldo escreveu-lhe para a aconselhar a aparecer em público. A rainha concordou em aparecer nos jardins da sociedade real de horticultura em Kensington e dar um passeio numa carruagem aberta por Londres.
Ao longo da década de 1860 Vitória começou a depender de um criado escocês, John Brown. Começaram a surgir rumores caluniosos de que os dois tinham uma relação e até de que se tinham casado em segredo e os jornais começaram a chamar a rainha de Mrs. Brown. A história da sua relação foi o tema principal do filme Mrs. Brown, de 1997, onde a rainha foi interpretada por Judi Dench. Existe também um quadro de Edwin Landseer que mostra a rainha e Brown e se encontra em exposição na Royal Academy e Vitória publicou um livro, "Leaves from the Journal of Our Life in the Highlands", que fala muito de Brown e no qual a rainha elogiou muito o seu criado.
Palmerston morreu em 1865 e, depois de um breve governo liderado por Russell, Derby voltou ao poder.  Em 1866 Vitória esteve presente na abertura do parlamento pela primeira vez desde a morte de Alberto. No ano seguinte apoiou a aprovação da lei de reforma de 1867 que duplicava o número do eleitorado, estendendo o direito de voto a vários trabalhadores urbanos, embora a rainha fosse contra o direito de voto para mulheres. Derby demitiu-se em 1868, para ser substituído por Benjamin Disraeli que encantou a rainha. "Toda a gente gosta de elogios," disse ele, "e quando uma pessoa entra em contacto com a realeza, deve aplicá-los com uma pinça."  Cumprimentava-a sempre com a frase"we authors, Ma'am", e elogiava-a. O governo de Disraeli durou apenas alguns meses e, no final do ano, o seu rival liberal, William Ewart Gladstone, foi nomeado primeiro-ministro. Vitória gostava muito menos dele e chegou-se mesmo a queixar que ele falava com ela como se fosse "uma reunião politica em vez de uma mulher." 
Em 1870 o sentimento republicano britânico teve um ponto alto, alimentado pelo isolamento de Vitória e pela criação da Terceira República Francesa. Foi realizado um comício republicano em Trafalgar Square onde foi exigida a retirada de Vitória e vários membros radicais do governo discursaram contra ela. Em Agosto e Setembro de 1871, a rainha esteve gravemente doente com um abcesso no braço, que Joseph Lister conseguiu tratar com sucesso graças ao seu novo spray de ácido carbólico anti-séptico. Em finais de Novembro de 1871, no ponto mais alto do movimento republicano, o príncipe de Gales contraiu febre tifóide, a doença que tinha matado o seu pai, e Vitória temeu que o seu filho fosse morrer. À medida que se aproximava o décimo aniversário da morte do seu marido, a saúde de Eduardo parecia não dar sinais de melhoria e a preocupação de Vitória continuou. Para alegria de todos, Eduardo conseguiu sobreviver. Mãe e filho estiveram presentes numa parada pública em Londres e um grande serviço de acção de graças na Catedral de São Paulo no dia27 de Fevereiro de 1872 e o sentimento republicano começou a esmorecer.
No último dia de Fevereiro de 1872, dois dias depois do serviço de acção de graças, Arthur O'Connor (sobrinho-neto de um deputado irlandês) apontou um pistola sem balas à carruagem aberta de Vitória quando esta estava a atravessar os portões do Palácio de Buckingham. Brown, que estava ao lado da rainha, agarrou-o e o rapaz foi condenado a doze meses de prisão. Graças a este incidente, a popularidade da rainha aumentou ainda mais.
                   Victoria e Albert em 1861, poucos meses antes da morte do príncipe-consorte.
Imperatriz da Índia
Após a revolta dos sipais, em 1857, a Companhia Britânica das Índias Orientais, que tinha vindo a governar grande parte da Índia, foi dissolvida e a possessões e protectorados britânicos no país foram incorporados formalmente no Império Britânico. A rainha tinha uma visão relativamente balançada sobre o conflito e condenou as atrocidades cometidas por ambos os lados. Escreveu sobre o seu"sentimento de horror e arrependimento pelo resultado desta guerra civil sangrenta", e insistiu, incentivada por Alberto, que devia ser anunciada uma proclamação oficial afirmando que a transferência de poder da companhia para o estado "devia mostrar um sentimento de generosidade, benevolência e tolerância religiosa". Por ordem da rainha uma referência que ameaçava a "diminuição de religiões nativas e costumes" foi substituída por uma passagem que garantia a liberdade religiosa.
Nas eleições de 1874, Disraeli voltou ao poder e o seu governo passou uma lei de regulação de culto público em 1874 que retirava os rituais católicos da liturgia anglicana, algo que Vitória apoiou. A rainha preferia missas curtas e simples e gostava mais da doutrina da igreja presbiteriana escocesa do que inglesa. Também foi este primeiro-ministro que fez passar a lei que deu o título de Imperadora da Índia a Vitória no dia 1 de Maio de 1876. O novo título foi proclamado no Delhi Durbar no dia 1 de Janeiro de 1877. 
Em 14 de Dezembro de 1878, aniversário da morte de Alberto, a segunda filha de Vitória, a princesa Alice, que se tinha casado com o grão-duque Luís IV de Hesse, morreu de difteria em Darmstadt. Vitória achou que a coincidência das datas era "quase incrível e muito misteriosa". Em Maio de 1879, tornou-se bisavó pela primeira vez aquando do nascimento da princesa Feodora de Saxe-Meiningen, filha da sua neta Carlota da Prússia, e completou o seu "pobre e triste 60.º aniversário". Sentia-se "velha" pela "perda da minha querida filha".
Entre Abril de 1877 e Fevereiro de 1878, Vitória ameaçou que ia abdicar do trono cinco vezes quando estava a pressionar Disraeli a condenar a Rússia pelas suas acções na Guerra Russo-Turca, mas as suas ameaças não tiveram qualquer impacto nem acabaram com o Congresso de Berlim. A política estrangeira expansionista de Disraeli, que Vitória apoiava, levou a conflitos como a Guerra Anglo-Zulu e a Segunda Guerra Anglo-Afegã. "Se quisermos manter a nossa posição como uma grande potência", escreveu a rainha, "temos de estar preparados para ataques e guerras, num lugar ou outro, CONTINUAMENTE."  Vitória via a expansão do Império Britânico como civilizacional e beneficial, protegendo os povos nativos das potências mais agressivas ou de governantes cruéis: "Não é nosso costume anexar países," disse ela, "a não ser que sejamos obrigados e forçados a fazê-lo."  Para desalento de Vitória, Disraeli perdeu as eleições de 1880 e Gladstone voltou ao poder como primeiro-ministro. Quando Disraeli morreu no ano seguinte, Vitória chorou e mandou erguer uma placa na sua sepultura dizendo:"colocada pela sua muito grata soberana e amiga, Vitória R.I." 
                                                                  Victoria em 1897.
Últimos anos
No dia 2 de Março de 1882 Roderick Maclean, um poeta reconhecido que teria ficado ofendido por Vitória se ter recusado a receber um dos seus poemas, disparou contra a rainha quando a sua carruagem estava a deixar a estação de comboios de Windsor. Dois estudantes de Eton College bateram-lhe com os seus guarda-chuvas até o poeta ser detido pela polícia. Vitória ficou furiosa quando Maclean foi ilibado por insanidade, mas ficou tão feliz com as demonstrações de lealdade depois do ataque que disse que "valeu a pena ser alvejada só para ver como uma pessoa é amada".
Em 17 de Março de 1883 Vitória caiu alguns degraus em Windsor, o que a deixou presa a uma cadeira-de-rodas até Julho. A rainha nunca recuperou completamente desta queda e sofreu de reumatismo até ao fim da sua vida. John Brown morreu dez dias depois do acidente e, para consternação do seu secretário privado, Sir Henry Ponsonby, a rainha começou a trabalhar numa biografia laudatória do seu fiel criado. Ponsonby e Randall Davidson, decano de Windsor, que tinham visto os primeiros esboços, aconselharam Vitória a não publicar o trabalho, afirmando que iria causar rumores de que os dois tinham tido um caso amoroso. O manuscrito foi destruído. No inicio de 1884 Vitória publicou o livro "More Leaves from a Journal of a Life in the Highlands", uma sequela do seu primeiro livro, que dedicou ao seu "criado pessoal devoto e fiel amigo, John Brown". Um dia depois do primeiro aniversário da morte de Brown, Vitória soube através de um telegrama que o seu filho mais novo, Leopoldo, tinha morrido em Cannes, vitima de um ataque de hemofilia. Vitória lamentou a morte daquele que era "o mais querido dos meus filhos". No mês seguinte, a filha mais nova de Vitória, Beatriz, conheceu e apaixonou-se pelo príncipe Henrique de Battenberg no casamento da sua sobrinha, a princesa Vitória de Hesse e do Reno, com o irmão mais velho de Henrique, Luís de Battenberg. Beatriz e Henrique queriam casar-se, mas a principio Vitória foi contra a união, uma vez que queria manter Beatriz em casa para lhe fazer companhia. Um ano depois acabou por ser derrotada e Henrique e Beatriz prometeram que continuariam a viver por perto e a fazer-lhe companhia.
Vitória ficou feliz quando Gladstone se demitiu em 1885, depois do seu orçamento ser derrotado. A rainha achava que o seu governo tinha sido "o pior que alguma vez tive", e culpava o antigo primeiro-ministro pela morte do general Gordon em Cartum. Gladstone foi substituído por Lord Salisbury. No entanto, o governo deste durou apenas alguns meses e Vitória foi obrigada a chamar novamente Gladstone a quem se referia como sendo "meio maluco e, na verdade, não passa de um homenzinho ridiculo de muitas maneiras."  Gladstone tentou fazer passar uma lei que dava à Irlanda um governo próprio, mas, para alegria de Vitória, esta foi reprovada. Nas eleições seguintes, o governo de Gladstone perdeu para o de Salisbury e o poder voltou a mudar de mãos.
                                              Victoria à cavalo com seu criado John Brown.
Jubileu de Ouro
Em 1887 o Império Britânico celebrou o Jubileu de Ouro do reinado de Vitória. A rainha marcou o 50.º aniversário da sua subida ao trono no dia 20 de Junho com um banquete no qual estiveram presentes cinquenta reis e príncipes. No dia seguinte participou numa procissão que, nas palavras de Mark Twain, "se estendia além do limite da visão de ambos os lados" e esteve presente numa missa de acção de graças na Abadia de Westminster. Nesta altura, Vitória era novamente extremamente popular. Dois dias depois, no dia 23 de Junho, contratrou dois indianos muçulmanos para serem seus criados. Um deles, Abdul Karim, foi promovido pouco depois a "Munshi": ensinou à rainha Hindi-Urdu e agiu como seu escrituário. A família e os criados da rainha ficaram horrorizados, acusando Abdul Karim de ser um espião da Liga Patriótica Muçulmana e tentaram colocar a rainha contra hindus. Equerry Frederick Ponsonby (filho de Sir Henry, o secretário da rainha), descobriu que Karim tinha mentido sobre os seus pais e disse a Lord Elgin, vice-rei da Índia, "o indiano ocupa a mesma posição que ocupava John Brown."  Vitória ignorou as queixas, considerando que não passavam de racismo. Abdul Karim ficou com a rainha até à sua morte, sendo depois enviado de volta para a Índia com uma pensão.
A filha mais velha de Vitória tornou-se imperatriz-consorte da Alemanha em 1888, mas ficou viúva menos de três meses depois e o seu neto, Guilherme, tornou-se imperador da Alemanha com o nome Guilherme II. Com o reinado de Guilherme, as esperanças de Vitória e Alberto para a liberalização da Alemanha não foram cumpridas, visto que este acreditava na autocracia. Vitória achava que o seu neto tinha "pouco coração ou Zartgefühl (tacto) e (...) a sua consciência e inteligência foram completamente deformadas." 
Gladstone regressou ao poder, com mais de oitenta e dois anos de idade, após as eleições de 1892. Vitória foi contra a decisão deste de nomear o deputado radical Henry Labouchere para o governo e, por isso, Gladstone não o fez. Em 1894, Gladstone reformou-se e, sem consultar o primeiro-ministro de saída, Vitória nomeou Lord Rosebery como seu substituto. O seu governo foi fraco e no ano seguinte foi substituído por Lord Salisbury. Salisbury foi o seu último primeiro-ministro e manteve-se em funções até à morte desta.
                                                         Victoria no seu Jubileu de Ouro.
Jubileu de Diamante
No dia 23 de Setembro de 1896, Vitória ultrapassou o seu avô, Jorge III, como o monarca que reinara por mais tempo na história do Reino Unido. A rainha pediu que as celebrações fossem adiadas até 1897 para coicidirem com o seu Jubileu de Diamante, para o qual foi feito um festival do Império Britânico, uma sugestão dada pelo secretário colonial Joseph Chamberlain.
Todos os primeiros-ministros de todas as colónias com governo próprio foram convidados e a procissão do Jubileu de Diamante que percorreu Londres incluiu tropas de todo o império. A parada fez uma pausa para uma missa ao ar-livre de acção de graças que aconteceu junto à Catedral de São Paulo, durante o qual Vitória ficou sentada na sua carruagem aberta. A celebração ficou marcada por grandes demonstrações de afecto à rainha septuagenária.
Vitória visitava o continente muitas vezes para as suas férias. Em 1889, quando estava em Biarritz, na França, tornou-se na primeira rainha reinante do Reino Unido a visitar a Espanha quando atravessou a fronteira para uma breve visita. Em Abril de 1900, a Segunda Guerra dos Bôeres estava a ser tão mal-recebida pelo continente europeu que a sua viagem anual a França foi desaconselhada. Em vez disso, Vitória foi até a Irlanda pela primeira vez desde 1861, em parte para agradecer a contribuição dos regimentos irlandeses na África do Sul. Em Julho, o seu segundo filho, Alfredo, morreu: "Meu Deus! O meu querido e pobre Affie também morreu", escreveu ela no seu diário. "É um ano horrível, não acontece mais nada a não ser tristeza e horrores de uma maneira ou de outra." 
Morte e sucessão
Seguindo um costume que manteve ao longo de sua viuvez, Vitória passou o Natal de 1900 na Osborne House, na Ilha de Wight. O reumatismo nas suas pernas impedia-a de andar e a sua visão estava muito afectada por cataratas. Ao longo do inicio de Janeiro, sentia-se "fraca e mal", e em meados do mês escreveu no seu diário para dizer que se sentia "sonolenta (...) tonta [e] confusa".  Morreu lá, devido à degradação da sua saúde, na terça-feira, dia 22 de Janeiro de 1901, às seis e meia da noite, com 81 anos de idade. No leito da sua morte, ela estava acompanhada de seu filho, o futuro rei Eduardo VII, e seu neto mais velho, o imperador alemão Guilherme II.
Em 1897, Vitória tinha escrito as instruções para o seu funeral, que queria que fosse militar, já que ela era filha de um soldado e chefe do exército, e a cor dominante seria o branco e não o preto. No dia 25 de Janeiro, o rei Eduardo VII, o kaiser Guilherme II e o príncipe Artur, duque de Connaught, ajudaram a levar o caixão.[204] A rainha estava vestida de branco e com o seu véu de casamento. A seu pedido foram também colocadas várias fotografias e objectos da sua numerosa família e criados no caixão pelo médico e pelas criadas que a vestiram. Uma das camisas de dormir de Alberto foi colocada a seu lado, juntamente com um molde de gesso da sua mão e uma fotografia e madeixa de cabelo de John Brown foram escondidos do lado esquerdo, debaixo de um ramo de flores. Várias jóias foram enterradas com Vitória, incluindo a aliança da mãe de John Brown que este lhe tinha dado em 1883. O seu funeral realizou-se no Sábado, dia 2 de Fevereiro de 1901, na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor e, depois de dois dias de velório, foi enterrada junto de Alberto no Mausoléu de Frogmore, no Grande Parque de Windsor. No momento em que foi enterrada, começou a nevar. 
Vitória já reinava há 63 anos, sete meses e dois dias, o mais longo reinado de uma monarca britânico até então, tendo ultrapassado o seu avô, Jorge III.
A morte de Vitória pôs fim ao poder da Casa de Hanôver no Reino Unido. Como o marido dela pertencia à Casa de Saxe-Coburgo-Gota, seu filho e herdeiro Eduardo VII foi o primeiro monarca britânico desta nova casa.
                                                      Estátua da rainha Victoria em Glasgow.
Legado
Segundo um dos seus biógrafos, Giles St. Aubyn, Vitória escreveu uma média de 2500 palavras por dia durante a sua vida adulta. Desde Julho de 1832 até pouco antes da sua morte, escreveu em diários frequentemente, reunindo um total de 122 volumes. Depois da morte de Vitória, a sua filha Beatriz foi nomeada sua executora literária. A filha mais nova da rainha transcreveu e editou os diários a partir da sua ascensão ao trono e queimou os originais no processo. Apesar desta destruição, muitos dos diários ainda existem. Além da cópia editada de Beatriz, Lord Esher transcreveu dois volumes de 1832 a 1861 antes de Beatriz os destruir. Parte da extensa correspondência de Vitória foi publicada em vários volumes de diferentes autores.
Vitória era fisicamente desproporcional - era corpulenta, deselegante e não tinha mais de metro e meio, mas teve sucesso em projectar uma grande imagem. Foi pouco popular durante os primeiros anos da sua viuvez, mas foi muito amada durante as décadas de 1880 e 1890, quando representou em si a figura do império como uma figura matriarcal benevolente. Só depois dos seus diários e cartas serem revelados ao público é que a sua verdadeira influência política foi conhecida. Biografias da rainha escritas antes deste material ser revelado, tal como a de Lytton Strachey, de 1921, são consideradas ultrapassadas. As muitas biografias publicadas até hoje concluem que Vitória era emocional, obstinada, honesta e frontal.
Ao longo do reinado de Vitória, o estabelecimento gradual de uma monarquia constitucional moderna na Grã-Bretanha continuou. As reformas no sistema de votos aumentou o poder do parlamento, prejudicando nobres e a monarquia. Em 1867, Walter Bagehot escreveu que o monarca apenas mantinha "o direito de ser consultado, o direito de encorajar e o direito de avisar."  À medida que a monarquia de Vitória se tornava mais simbólica que política, começou a dar cada vez mais importância à moralidade e aos valores familiares, ao contrário dos escândalos sexuais, financeiros e pessoais que tinham sido associados com os membros anteriores da Casa de Hanôver, que tinham desacreditado a monarquia. O conceito de "monarquia familiar", com o qual as classes médias se podiam identificar, foi fortalecido.
Os laços que Vitória tinha com as famílias reais europeias valeram-lhe a alcunha de "a avó da Europa". Vitória e Alberto tiveram quarenta e dois netos. Os seus descendentes incluem a rainha Isabel II, o príncipe Filipe, o rei Harald V da Noruega, o rei Carlos XVI Gustavo da Suécia, a rainha Margarida II da Dinamarca, o rei Juan Carlos I de Espanha, a sua esposa Sofia, entre outros.
                                                             Rainha Victoria por Melville.
Cultura popular
A rainha Vitória foi já retratada em vários filmes, livros, revistas e outras publicações. O primeiro filme de sucesso sobre Vitória foi Victoria, the Great, realizado e produzido por Herbert Wilcox, tinha como actriz principal a britânica Anna Neagle. O filme estreou em 1937, ano de coroação do bisneto de Vitória, o rei Jorge VI, e serviu para comemorar o centenário da coroação da rainha em 1837. Teve tanto sucesso que, no ano seguinte, estreou a sua sequela, intitulada Sixty Glorious Years.
Outro filme de grande sucesso sobre a vida de Vitória estreou em 1950, The Mudlark, tinha Irene Dunne como protagonista e era uma versão alternativa aos anos de luto da rainha. Em 1997, Judi Dench e Billy Connolly protagonizaram o filme Mrs. Brown sobre a relação da rainha com o seu criado escocês, John Brown. O filme foi muito aclamado pela critica e valeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Actriz a Dench.  Em 2001 a BBC estreou uma série de dois episódios intitulada Victoria & Albert, protagonizada por Victoria Hamilton e Jonathan Firth (irmão do actor Colin Firth) que retractava a vida de Vitória desde a sua infância até à morte de Alberto em 1861.
Mais recentemente, em 2009, Emily Blunt e Rupert Friend protagonizaram o filme The Young Victoria, uma versão romantizada da vida do casal real que foi bem recebida pela crítica e recebeu várias nomeações para os Óscares e para os Globos de Ouro, incluindo Melhor Actriz Dramática (nos Globos de Ouro) para Emily Blunt, Melhor Direcção Artística, Maquiagem e Guarda-roupa, conquistando o Óscar nesta categoria.
O grupo de humor britânico, Monty Python, utilizou a figura da rainha Vitória em vários dos seus sketches, incluindo The Queen Victoria Sketch, no qual a rainha e o seu primeiro-ministro, Lord Gladstone pregam várias partidas um ao outro numa espécie de filme mudo, Queen Victoria Handicap, uma corrida de cães em que estes são substituídos por rainhas vitórias ou The Queen, onde Michael Palin interpreta uma rainha que fala com sotaque alemão, tem dificuldades em expressar-se em inglês e leva o caixão do marido para todo o lado. A rainha também foi utilizada pelo actor Rowan Atkinson no especial de Natal da série "Blackadder", intitulado "Blackadder's Christmas Carol", transmitido a 23 de Dezembro de 1988. Neste episódio, inspirado no livro "Um Conto de Natal" de Charles Dickens, a rainha Vitória, interpretada por Miriam Margolyes, e o príncipe Alberto, interpretado por Jim Broadbent, tentam recompensar Blackadder pelas suas boas acções.
Governo
Reinado: 20 de junho de 1837 - 22 de janeiro de 1901.
Consorte: Albert de Saxe-Coburgo-Gota.
Antecessor: Guilherme IV.
Sucessor: Eduardo VII.
Casa Real: Casa de Hanôver e Casa de Saxe-Coburgo-Gota.
Dinastia: Hanôver.
Hino Real: God Save the Queen.
Vida
Nascimento: 24 de maio de 1819, Londres, Inglaterra, Reino Unido.
Morte: 22 de janeiro de 1901 (81 anos), Est Cowes, Reino Unido.
Sepultamento: Mausoléu de Frogmore, Grande Parque de Windsor, Berkshite, Inglaterra.
Filhos: Princesa Victoria, Eduardo VII do Reino Unido, Princesa Alice, Alfredo de Saxe-Coburgo-Gota, Princesa Helena, Princesa Louise, Artur, Duque de Connaught, Leopoldo, Duque de Albany, Princesa Beatriz do Reino Unido.
Pai: Eduardo, Duque de Kent.
Mãe: Victoria de Saxe-Coburgo-Saalfeld.
                                                              Victoria I do Reino Unido.

Fonte: Wikipédia















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